Dress Code, o código de vestimenta

Imagem: Ascom/Sistema Fecomercio

Porque a equipe de um cerimonial se veste de preto? Porque os advogados usam terno e gravata? Porque as apresentadoras de televisão estão sempre bem arrumadas, maquiadas e com cabelos impecáveis?

Foto: arquivo pessoal

Você já parou pra pensar que algumas profissões exigem uma roupa adequada? Alguns especialistas afirmam que “estar adequadamente vestido no serviço é umas das formas de zelar pela imagem do órgão que se trabalha”.

Pensando nisso resolvi trazer esse assunto para a nossa consultora de imagem pessoal, Dália Castanheira. No último post falamos sobre estilo e a Dália, comentou sobre o “Dress Code empresarial”. Mas, afinal de contas o que é isso? E qual a sua função dentro da empresa?

Blog da Iara: Não é farda, mas existem algumas profissões que exigem uma roupa padrão isso é fato?

Dália: Conhecem a expressão “julgar o livro pela capa” ? Na verdade o que acontece, é que quando conhecemos alguém, em poucos segundos formamos uma opinião baseados na roupa e no comportamento dessa pessoa. Fazemos isso de forma intuitiva e com base na nossa própria percepção. Por essa razão, tem profissões que têm um código de vestimenta, o chamado Dress Code pois deve existir um cuidado com a mensagem que passam.

Blog da Iara: As empresas e instituições cobram isso dos colaboradores?

Dália: Hoje em dia tem muitas empresas que estão a liberar o Dress Code e a defender que as pessoas assumam o seu próprio estilo, contudo, essa liberdade terá sempre uma série de limites que têm que ser respeitados, precisamente porque o outro vai formar uma opinião e sua imagem terá que passar profissionalismo e credibilidade.

Blog da Iara: Um advogado não entra no Fórum se não tiver de paletó e gravata; e um médico que não estiver de branco não passa credibilidade?

Dália: Com todo o respeito pelas diferenças, mas imagine um advogado de colete de franjas, botas e chapéu de cowboy por exemplo…não vai passar a seriedade que se espera dele num fórum, independentemente da sua capacidade profissional. Estamos falando da primeira impressão! No caso do médico vai mais além, porque a roupa branca e limpa virou norma, tem a ver com a assepsia do hospital, e , no caso do azul e verde das cirurgias já é uma questão técnica, que envolve ilusão de ótica e concentração.

Blog da Iara: A roupa e a maneira de vestir dos funcionários trazem a imagem que a empresa quer passar?

Dália: As empresas precisam criar a sua marca pessoal, para serem lembradas como preferência e referência. Uma das formas das empresas comunicarem intencionalmente a sua história, propósito e valores, é sem duvida através da imagem dos seus funcionários.

Blog da Iara: Você não pode trabalhar vestindo uma roupa que iria ao shopping ou uma festa a noite?

Dália: Pode, mas aí entra o sentido crítico que cada um de nós tem que ter. Com uma roupa de festa ou a roupa que vou no shopping eu posso trabalhar, mas se, e aqui o “se” é extremamente importante, não for exagerado no brilho, demasiado decotado, muito curto ou muito largado.

Blog da Iara: Qual o cuidado que o profissional deve ter para não errar?

Dália: Como eu falei antes, a nossa roupa passa uma mensagem não verbal … então a roupa que usamos para trabalhar deve transmitir responsabilidade, credibilidade e bom senso. Todos sabemos que muito brilho, decotes profundos, roupa muito colada no corpo, saias muito curtas, não transmitem essa seriedade.

Blog da Iara: Como separar as roupas de trabalho e as roupas de um passeio ou uma saída noturna, no seu guarda-roupa?

Dália: Uma sugestão será criar secções no armário, mas muitas vezes poderão ser peças que transitem do trabalho para um jantar mudando simplesmente os acessórios.

Blog da Iara: Imagem pessoal também é cuidar do visual. Qual a dica da especialista?

Dália: É verdade que sua imagem pessoal não garante um emprego, um contrato ou uma entrevista. É verdade também que uma embalagem sem conteúdo não tem força. Mas não se preocupar com o seu visual, poderá não te dar a chance de ter mais que um primeiro contato.

Foto: Márcio Lavôr
 

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