Eliakin Rufino representa Roraima no circuito literário nacional

Foto: Divulgação

“Sempre digo que meu trabalho é ‘desocultar’ Roraima e despertar a curiosidade nas pessoas sobre a temática indígena, que é o foco da minha produção. O Sesc, há anos, nos oportuniza fazer isso, preenchendo, muitas vezes, a lacuna cultural deixada pelo Estado. É super gratificante poder levar minha obra e a cultura roraimense para o Brasil”, destaca Eliakin Rufino.

O artista  foi o primeiro a ser escolhido para representar o Estado no concerto literário nacional do Sesc. O projeto “Arte da Palavra” vai percorrer algumas capitais brasileiras e na bagagem, Eliakin vai levar o livro Cavalo Selvagem. A obra reúne poemas que mostram os diversos momentos da trajetória do artista. O poema que dá título ao livro é um tributo à liberdade e o desejo de ser livre. 

Eliakin Rufino é cantor, compositor, poeta, filósofo e professor da UFRR. Foi um dos criadores do movimento roraimeira, na década de 80,  que até hoje influencia  a produção cultural de Roraima. 

Poema: Cavalo Selvagem (Eliakin Rufino)

eu sou cavalo selvagem
não sei o peso da sela
não tenho freio nos beiços
nem cabresto
nem marca de ferro quente
não tenho crina cortada
não sou bicho de curral
eu sou cavalo selvagem
meu pasto é o campo sem fim
para mim não existe cerca
sigo somente o capim
eu sou cavalo selvagem
selvagem é minha alegria
de ser livre noite e dia
selvagem é só apelido
meu nome é mesmo cavalo
cavalo solto no pasto
veloz carreira que faço
lavrado todo atravesso
caminhos no campo eu traço
eu corro livre galope
transformo galope em verso 
eu sou cavalo selvagem 
sou garanhão neste campo
eu sou rebelde alazão
sou personagem de lendas
sou conversa nas fazendas
sou filho livre do chão
eu sou cavalo selvagem
meu mundo é a imensidão
 

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